Intermezzo

É sempre aqui que regresso...
Ao rosto marcado mas terno
À fisionomia agreste e dura
Colorida em Primaveras roxas rosmaninho
Brancas malmequer... paleta ocre
Castanho. Vermelho Outonal.
É aqui que me sento e sinto
Em noites quentes estivais
Ou em lareiras com grossos madeiros
Que consomem o desgaste
A emoção
O grito.
E neste sentar sentido estão ainda
Aqueles que longe e ainda
Afagam, modelam e acarinham,
Caminhos partilhados
Com rostos velhos
Com casas com histórias
Com História.
História que nostalgicamente recordo...
As reportagens no Castelo...
A rua direita que repetidamente fotografavas...
Na dor da partida os flashes indiciam mudança...
A mudança inclui este este recanto.
Onde quero que sempre voltes.
Onde sempre voltaremos.
Ainda que apara aquecer o gélido
Ou para arrefecer o cálido; o tórrido.